Muito se fala da necessidade de educar jovens e crianças a respeito da sexualidade, porém, até que ponto a educação sexual é, de fato, uma educação?
Educar é muito mais que a simples transmissão de conhecimentos, informações ou opiniões a cerca de algo. Educar é construir um saber capaz de com o conhecimento aprendido produzir juízos de valor. É diferente de instruir e até mesmo orientar, onde a característica está na transmissão técnica e objetiva de um conhecimento sob as impressões daquele que o transmite. Educar, mais que orientar ou instruir, deve se preocupar com a formação de um saber crítico mediante a obtenção do conhecimento. Dessa forma até mesmo a orientação entra como forma de induzir a produção da crítica, mas não como “dedo” apontando um alvo determinado.
Uma educação sexual, portanto, que apenas transfere conhecimentos técnicos, palestrados e objetivos quanto às práticas sexuais, fases e peculiaridades da sexualidade humana, não pode ser chamada de educação sexual, mas sim de orientação, e olhe lá!
Toda a educação é obrigatoriamente ética e moral, e aqui estaria o maior problema, pois, como falar de educação sexual numa sociedade em que os padrões éticos e morais diferem drasticamente? Essa é uma questão que não viso responder em poucas linhas, mas serve para elucidar a dificuldade em se estabelecer uma real educação, não penas sexual, mas também moral.
O mais importante aqui é que o educador tenha essa consciência, de uma educação sexual muito mais moral do que técnica ou orientacional, pois é na conduta moral dos jovens que vemos o reflexo dessa educação. Em outras palavras, o tipo comportamental que um jovem possui não é segundo o conhecimento que detém, mas segundo os conceitos que pode formular mediante estes conhecimentos. Mas como esses jovens aprenderão a formular conceitos acerca do conhecimento obtido quando às vezes os próprios educadores não sabem o que é ter um?
Em outras palavras isso significa que uma coisa é ensinar como por uma camisinha (com direito a ilustração!), outra é fazer pensar no, por que por, se devo, ou não devo, se é legal, se é o ideal ou não.
Finalmente a educação sexual que temos hoje no Brasil está muito distante do que realmente deva ser uma educação e, ao que parece, esse problema não parece ser resolvido com muita facilidade, pois transpassa a formação moral não apenas do educador, mas da própria sociedade em sua conduta ética frente aos problemas humanos. Atinge a família, a cultura, a religião, etc...
Educar é muito mais que a simples transmissão de conhecimentos, informações ou opiniões a cerca de algo. Educar é construir um saber capaz de com o conhecimento aprendido produzir juízos de valor. É diferente de instruir e até mesmo orientar, onde a característica está na transmissão técnica e objetiva de um conhecimento sob as impressões daquele que o transmite. Educar, mais que orientar ou instruir, deve se preocupar com a formação de um saber crítico mediante a obtenção do conhecimento. Dessa forma até mesmo a orientação entra como forma de induzir a produção da crítica, mas não como “dedo” apontando um alvo determinado.
Uma educação sexual, portanto, que apenas transfere conhecimentos técnicos, palestrados e objetivos quanto às práticas sexuais, fases e peculiaridades da sexualidade humana, não pode ser chamada de educação sexual, mas sim de orientação, e olhe lá!
Toda a educação é obrigatoriamente ética e moral, e aqui estaria o maior problema, pois, como falar de educação sexual numa sociedade em que os padrões éticos e morais diferem drasticamente? Essa é uma questão que não viso responder em poucas linhas, mas serve para elucidar a dificuldade em se estabelecer uma real educação, não penas sexual, mas também moral.
O mais importante aqui é que o educador tenha essa consciência, de uma educação sexual muito mais moral do que técnica ou orientacional, pois é na conduta moral dos jovens que vemos o reflexo dessa educação. Em outras palavras, o tipo comportamental que um jovem possui não é segundo o conhecimento que detém, mas segundo os conceitos que pode formular mediante estes conhecimentos. Mas como esses jovens aprenderão a formular conceitos acerca do conhecimento obtido quando às vezes os próprios educadores não sabem o que é ter um?
Em outras palavras isso significa que uma coisa é ensinar como por uma camisinha (com direito a ilustração!), outra é fazer pensar no, por que por, se devo, ou não devo, se é legal, se é o ideal ou não.
Finalmente a educação sexual que temos hoje no Brasil está muito distante do que realmente deva ser uma educação e, ao que parece, esse problema não parece ser resolvido com muita facilidade, pois transpassa a formação moral não apenas do educador, mas da própria sociedade em sua conduta ética frente aos problemas humanos. Atinge a família, a cultura, a religião, etc...
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1 comentários:
Realmente só poderemos ter uma sociedade mais ética e com princípios morais mais verdadeiros quando passarmos a ter um pensamento mais crítico das nossas próprias atitudes. Ótimo texto (como sempre...).
cheiro
Bibita
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